FAQ

Como escolher o local de parto?

A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) recomenda que “uma mulher deve dar à luz no local onde se sinta segura, e no nível mais periférico onde a assistência adequada for viável e segura”(1).

Estudos internacionais (2-5) bem desenhados e confiáveis mostram que o parto domiciliar planejado ou em centro de parto normal é tão seguro quanto o nascimento dentro do hospital, sendo que a segurança aumenta quando se tem uma equipe capacitada e uma boa referência em caso de transferência ao hospital, ou “Plano B”. A literatura ainda aponta as vantagens do parto extra hospitalar em termos de desfechos maternos, resultando em menor taxa de intervenções como episiotomia, analgesia, uso de ocitocina, operação cesariana e parto instrumental (fórceps e vácuo-extrator), sem aumento do risco de complicações para mães e bebês e com elevado grau de satisfação das usuárias que passaram por essa experiência (6-8).

Nesse modelo, o cuidado é 2:1, ou seja, duas enfermeiras obstétricas cuidando de uma mulher. Durante o trabalho de parto o bem estar materno e fetal estarão sendo constantemente monitorizados através dos sinais vitais maternos e da ausculta intermitente do batimento cardíaco fetal, além da avaliação da evolução do parto (dilatação do colo do útero, rotação e descida do bebê). Todos os dados são adequadamente registrados em prontuário.

Em geral, as mulheres têm contrações menos dolorosas e mais efetivas durante o trabalho de parto em casa ou na casa de parto,  pelo fato de estarem em ambiente familiar e com pessoas conhecidas. Sabemos que a sensação dolorosa no trabalho de parto pode ser intensificada pelo  ciclo: medo-tensão-dor. Se a mulher estiver se sentindo à vontade e segura em seu trabalho de parto, a tendência é diminuir o medo, a tensão e, consequentemente, a dor; as medidas não farmacológicas de manejo  da dor no parto devem sempre ser oferecidas e estimuladas.

  1. FIGO. RECOMMENDATIONS ACCEPTED BY THE GENERAL ASSEMBLY AT THE XIII WORLD CONGRESS OF GYNECOLOGY AND OBSTETRICS [INTERNET]. INTERNATIONAL JOURNAL OF GYNECOLOGY AND OBSTETRICS 1992;38(SUPPLEMENT):S79-S80.[CITED 2011 SEP 19] AVAILABLE FROM: HTTP://WWW.IJGO.ORG/ARTICLE/0020-7292(92)90037-J/PDF
  2. JOHNSON, K.C.; DAVISS B. OUTCOMES OF PLANNED HOME BIRTHS WITH CERTIFIED PROFESSIONAL MIDWIVES: LARGE PROSPECTIVE STUDY IN NORTH AMERICA. BMJ 2005;330-1416. DISPONÍVEL EM:HTTP://WWW.BMJ.COM/CGI/CONTENT/FULL/330/7505/1416%202.
  3. OLSEN, O. META-ANALYSIS OF THE SAFETY OF HOME BIRTH. BIRTH 1997;24: 4–13. DISPONÍVEL EM: HTTP://WWW.NCBI.NLM.NIH.GOV/PUBMED/9271961
  4. THOMPSON L. HOME BIRTH STUDY. DISPONÍVEL EM:HTTP://FHS.MCMASTER.CA/MAIN/NEWS/NEWS_2009/HOME_BIRTH_STUDY.HTML
  5. BIRTHPLACE IN ENGLAND COLLABORATIVE GROUP. PERINATAL AND MATERNAL OUTCOMES BY PLANNED PLACE OF BIRTH FOR HEALTHY WOMEN WITH LOW RISK PREGNANCIES: THE BIRTHPLACE IN ENGLAND NATIONAL PROSPECTIVE COORT STUDY. BMJ 2011;343. DISPONÍVEL EM:HTTP://WWW.BMJ.COM/HIGHWIRE/FILESTREAM/545014/FIELD_HIGHWIRE_ARTICLE_PDF/0.PDF
  6. JOHNSON KC, DAVISS B-A. OUTCOMES OF PLANNED HOME BIRTHS WITH CERTIFIED PROFESSIONAL MIDWIVES: LARGE PROSPECTIVE STUDY IN NORTH AMERICA. [INTERNET]. BMJ (CLINICAL RESEARCH ED.) 2005 JUN;330(7505):1416.[CITED 2012 APR 19] AVAILABLE FROM: HTTP://WWW.PUBMEDCENTRAL.NIH.GOV/ARTICLERENDER.FCGI?ARTID=558373&TOOL=PMCENTREZ&RENDERTYPE=ABSTRACT
  7. HUTTON EK, REITSMA AH, KAUFMAN K. OUTCOMES ASSOCIATED WITH PLANNED HOME AND PLANNED HOSPITAL BIRTHS IN LOW-RISK WOMEN ATTENDED BY MIDWIVES IN ONTARIO, CANADA, 2003-2006: A RETROSPECTIVE COHORT STUDY. [INTERNET]. BIRTH (BERKELEY, CALIF.) 2009 SEP;36(3):180-9.[CITED 2011 SEP 18] AVAILABLE FROM:  HTTP://WWW.NCBI.NLM.NIH.GOV/PUBMED/19747264
  8. JANSSEN PA, SAXELL L, PAGE LA, KLEIN MC, LISTON RM, LEE SK. OUTCOMES OF PLANNED HOME BIRTH WITH REGISTERED MIDWIFE VERSUS PLANNED HOSPITAL BIRTH WITH MIDWIFE OR PHYSICIAN. [INTERNET]. CMAJ: CANADIAN MEDICAL ASSOCIATION JOURNAL = JOURNAL DE L’ASSOCIATION MEDICALE CANADIENNE 2009 SEP;181(6-7):377-83.[CITED 2011 AUG 12] AVAILABLE FROM: HTTP://WWW.CMAJ.CA/CONTENT/181/6-7/377.LONG
O atendimento ao pré-natal e ao parto por enfermeiras é respaldado?

Sim. Podem atender partos no Brasil, além de médicos e parteiras tradicionais, as enfermeiras com especialização ou residência em obstetrícia ou as obstetrizes – também conhecidas como Parteiras Urbanas.

Esse atendimento é respaldado pelo Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987 – que regulamenta a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem – e tem sido incentivado por várias ações de saúde pública.

À enfermeira obstétrica cabe o acompanhamento do parto normal sem distócias, o reconhecimento precoce de distócias e tomada de providências até o atendimento médico, se necessário. Ainda, é capacitada para aplicar anestesia local e suturar lacerações no períneo, se houver.

Quais são os cuidados prestados ao recém-nascido após o nascimento?

Praticamente os mesmos realizados no hospital, só que em tempo diferente. A prioridade no pós-parto imediato é manter o bebê em contato pele-a-pele com sua mãe; e, outras palavras: o bebê sai do útero interno e vai para o útero externo, desfrutar do calor, do colo, do cheiro, do amor. Dos braços da mãe, para os braços do pai, e só depois, com calma, vamos realizar o exame físico do recém-nascido. Cabe ressaltar que, caso o bebê precise  de algum suporte logo que nascer, esse suporte será realizado no colo da mãe, ainda ligado ao cordão umbilical. No exame físico do bebê, vamos realizar os testes para os reflexos neurológicos, o peso e as medidas. Todos os dados serão anotados na Caderneta de Saúde da Criança oferecida pela Secretaria de Saúde do DF e que é o instrumento que a família vai utilizar para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança. Também será preenchida a Declaração de Nascido Vivo (DNV) para proceder o registro do bebê em qualquer cartório. Não fazemos a aplicação do colírio antibiótico no recém-nascido (todas as mulheres que atendemos se enquadram na gestação de baixo risco).

A Vitamina K é administrada após o nascimento?

A aplicação da Vitamina K fica a critério do casal e deve ser prescrita. A vitamina K produzida nos intestinos é responsável, em conjunto com outros fatores, pelo processo de coagulação do sangue. Os recém-nascidos não produzem ainda vitamina K pelo fato do intestino ainda não estar colonizado. Além disso, o colostro não contém vitamina K e o leite materno contém quantidade mínima. A vitamina K ajuda a prevenir a “doença hemorrágica do recém-nascido”. Esta doença pode ser classificada entre precoce (na primeira semana de vida), clássica (nas duas primeiras semanas de vida) ou tardia (entre 2 semanas e 12 meses de vida) dependendo de quando se inicie. Segundo a Academia Americana de Pediatria a incidência desta doença é de 0,5-1,7 % na primeira semana de vida e de 4,4-7,2 por 100.000 nascimentos entre a segunda semana e os 12 meses. Baseando-se neste fato, a Academia Americana de Pediatria sugere desde 1961 a aplicação de 0,5-1mg de vitamina K por via intramuscular (injeção) em todos os recém-nascidos para a prevenção da doença hemorrágica do recém-nascido. Esta é também a recomendação da OMS e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Quais as vantagens do parto na água?

O parto na água é uma forma de parir que possibilita à mulher um parto ativo e com autonomia.  A liberdade de movimentação e a sensação de segurança facilitam a percepção dos processos em seu corpo. A água aquecida proporciona um relaxamento de musculatura profunda, o que ajuda a diminuir significativamente a sensação dolorosa, minimizando as intervenções. Esse relaxamento faz com que a mulher consiga se organizar emocionalmente para atravessar as fases seguintes do trabalho de parto com mais tranquilidade. A água quente melhora a circulação e ajuda a preservar o períneo de lacerações. A saída do bebê na água é lenta, facilitando uma transição mais suave para a vida extra-uterina. O bebê só tem o reflexo de inspiração quando sua face entra em contato com o ar.

Quais os riscos de um parto extra-hospitalar?

Os mesmos riscos de um parto hospitalar, porém as chances do parto domiciliar ou na casa de parto complicar são menores pois será respeitada a fisiologia do nascimento. Numa gestação de baixo risco, ou risco habitual, as intercorrências estão relacionadas quase que diretamente com as intervenções intra-parto (ocitocina de rotina, restrição de alimentação, restrição de movimentação, episiotomia, manobra de Kristeller, entre outras). No nosso modelo de assistência, não vamos usar medicação para induzir ou acelerar o trabalho de parto. O parto deve acontecer naturalmente, sem intervenções. Diante das raras complicações (hemorragia pós-parto, reanimação neonatal), vamos intervir até a estabilização do quadro ou a transferência para a maternidade.

Quando começar o acompanhamento pré natal?

O quanto antes. A relação de confiança e segurança aumentam conforme a convivência pré-natal acontece. As consultas são mensais do início da gestação até 28 semanas, quando passam a ser quinzenais no pré-natal coletivo. A partir de 36 semanas as consultas são semanais até o nascimento.

Quem pode ter parto no Centro de Parto Normal?

Enquanto instituição extra-hospitalar, o CPN obedece a normas e protocolos de segurança bem estabelecidos, validados e adotados pelo Ministério da Saúde, bem como às melhores evidências científicas disponíveis atualmente. Para ter o parto no CPN é necessário que a mulher faça o acompanhamento pré-natal com a nossa equipe, tenha uma gestação a termo (entre 37 e 42 semanas), de risco habitual (sem patologias prévias ou gestacionais que aumentem o risco do parto como diabetes, hipertensão, cardiopatia, entre outras), o bebê cefálico (de cabeça para baixo) e saudável (não possua restrição de crescimento, malformações ou outras situações que possam aumentar o risco de intervenções ao nascimento). Caso, durante o seguimento pré-natal, algum desses riscos seja identificado, naturalmente conduziremos para o planejamento de um parto hospitalar, também oferecido pela equipe.

O Centro de Parto Normal aceita convênios?

Não possuímos convênio com planos de saúde até o momento. Fornecemos nota fiscal eletrônica de todos os serviços oferecidos, possibilitando o pedido de reembolso ao plano de saúde, conforme contrato individual de cada plano.

Posso ter um parto vaginal após cesariana?

As pesquisas e a nossa experiência mostram que os partos vaginais após cesarianas são opções seguras e viáveis. Estudos mostram taxas de roturas uterinas (rompimento do útero no local da cicatriz da cesárea) em mulheres com cesárea anterior em torno de 1%. Há que se lembrar que os riscos envolvidos na segunda ou terceira cesariana (sangramentos, infecções, aderências) são maiores do que essa taxa.

Acompanhar um PD após cesariana exige alguns cuidados especiais por parte da equipe, e a mulher/casal devem estar cientes de todos os riscos e benefícios envolvidos nesse processo. Quando a mulher toma a decisão pelo parto domiciliar consciente da responsabilidade compartilhada, tende a ficar mais tranquila e segura no processo do nascimento.

  1. TAHSEEN S, GRIFFITHS M. VAGINAL BIRTH AFTER TWO CAESAREAN SECTIONS (VBAC-2)—A SYSTEMATIC REVIEW WITH META-ANALYSIS OF SUCCESS RATE AND ADVERSE OUTCOMES OF VBAC-2 VERSUS VBAC-1 AND REPEAT (THIRD) CAESAREAN SECTIONS. BJOG 2010;117:5–19.

ACOG PRECTICE BULLETIN NUMBER 115 AUGUST 2010 DISPONÍVEL NA INTERNET EM FORMATO PDF NO ENDEREÇO HTTP://WWW.OURBODIESOURBLOG.ORG/WP-CONTENT/UPLOADS/2010/07/ACOG_GUIDELINES_VBAC_2010.PDF

O que as enfermeiras levam para o parto em casa?

Os mesmos materiais que temos na casa de parto, ou seja, material necessário para atender o parto (sonnar, estetoscópio, esfigmomanômetro, pinças esterilizadas, campos estéreis, material para sutura, anestésicos, luvas…), material para reanimação neonatal (ambu, cilindro oxigênio, tapete aquecido) e material para o atendimento às intercorrências pós-parto (soro para reposição de volume, material para punção venosa, medicação para controle de hemorragia). Só deixamos o ambiente da casa quando nos certificamos que mãe e bebê estão estáveis.

Onde a equipe atende?

Atendemos partos no Centro de Parto Normal, partos hospitalares nos principais hospitais da cidade e partos domiciliares na cidade de Brasília. Para segurança de todos, atendemos um número limitado de partos domiciliares por mês. As consultas de pré-natal e puericultura acontecem no nosso consultório (salvo algumas que acontecem no próprio domicílio). Não atendemos partos em residências que ficam mais de 20 minutos do hospital de referência.

O que é necessário para um parto domiciliar?

Primeiramente incentivamos a busca de um profissional capacitado para prestar uma assistência adequada tanto para a mulher quanto para o recém-nascido no momento do nascimento. O parto domiciliar planejado pressupõe uma responsabilidade compartilhada entre o casal, a equipe e as demais pessoas envolvidas no nascimento. A profissional deve expor de forma clara tanto os riscos e causas de insucessos quanto os benefícios de um nascimento em casa. Em contrapartida, a gestante ou o casal deve disponibilizar todas as informações necessárias sobre a gestação, bem como os exames realizados no pré-natal que comprovem uma gestação saudável, além de se buscar alternativas para possível encaminhamento intra-parto ou pós-parto imediato para a instituição hospitalar (plano “B”). Os partos domiciliares estão indicados para gestações de baixo risco (sem patologias), em que o parto aconteça a termo, ou seja, entre 37 e 42 semanas.

No nosso modelo de assistência, o parto domiciliar é atendido em escala de plantão, pelas mesmas enfermeiras que atendem os partos no centro de parto normal. Com 34 semanas, entregamos uma lista de material para ser providenciado pela família para prover maior conforto e organização no dia do parto.

Quais são os benefícios das cápsulas de Placenta no pós parto?

São inúmeros os motivos que levam as mulheres a ingerirem suas placentas no pós parto. Seja como forma ritualística – quando se acredita em uma cura que vem de dentro e que um órgão que manteve uma vida por 9 meses carrega em si uma energia de vida – seja pela crença de que os hormônios e nutrientes ali contidos auxiliarão em sua recuperação pós-parto.

De fato, a literatura científica ainda carece de estudos com rigor metodológico e grandes amostras capazes de comprovar os benefícios da ingestão das cápsulas de placenta no pós parto, mas um  estudo observacional(1) feito com 189 mulheres encontrou 96% de satisfação daquelas que consumiram suas placentas; as mulheres relataram principalmente aumento na produção de leite (a placenta possui prolactina e ocitocina , hormônios envolvidos na fabricação e ejeção do leite), diminuição do blues (tristeza) pós-parto (possui também ACTH, hormônio precursor da serotonina, substância relacionada à sensação de prazer), bem como maior disposição e energia com o consumo das cápsulas (a placenta possui também ferro, o que pode contribuir para evitar a anemia pós-parto, que está relacionada a fadiga).

Estudos publicados em 2016 encontraram nutrientes(2) e hormônios(3) ativos em amostras da placenta mesmo após o processo de desidratação. E em janeiro de 2017 o primeiro estudo duplo-cego comparando cápsulas de placenta versus placebo(4) encontrou maiores níveis séricos de ferro no sangue das mulheres que ingeriram as cápsulas do que no grupo que ingeriu o placebo; ainda que seja um estudo piloto com uma amostragem pequena pode ser o caminho para novas descobertas.

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  1. SELANDER J, CANTOR A, YOUNG SM, BENYSHEK DC. HUMAN MATERNAL PLACENTOPHAGY: A SURVEY OF SELF-REPORTED MOTIVATIONS AND EXPERIENCES ASSOCIATED WITH PLACENTA CONSUMPTION. ECOL FOOD NUTR. 2013;52(2):93-115.
  2. YOUNG SM, GRYDER LK, DAVID WB, TENG Y, GERSTENBERGER S, BENYSHEK DC. HUMAN PLACENTA PROCESSED FOR ENCAPSULATION CONTAINS MODEST CONCENTRATIONS OF 14 TRACE MINERALS AND ELEMENTS. NUTR RES. 2016 AUG;36(8):872-8.
  3. YOUNG SM1, GRYDER LK2, ZAVA D3, KIMBALL DW4, BENYSHEK DC5. PRESENCE AND CONCENTRATION OF 17 HORMONES IN HUMAN PLACENTA PROCESSED FOR ENCAPSULATION AND CONSUMPTION. PLACENTA. 2016 JUL;43:86-9.
  4. GRYDER LK, YOUNG SM, ZAVA D, NORRIS W, CROSS CL, BENYSHEK DC. EFFECTS OF HUMAN MATERNAL PLACENTOPHAGY ON MATERNAL POSTPARTUM IRON STATUS: A RANDOMIZED, DOUBLE-BLIND, PLACEBO-CONTROLLED PILOT STUDY. J MIDWIFERY WOMENS HEALTH. 2017 JAN;62(1):68-79. DOI: 10.1111/JMWH.12549. EPUB 2016 NOV 3.
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